Tu sofrerás. Eu parecerei morto e não será verdade…
- Tu compreendes. É longe demais. Eu não posso carregar esse corpo. É muito pesado.
- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma das estrelas, numa delas estarei rindo.
- E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres conhecido.
E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto… E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu.
Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são.
Não culpe o mundo, não culpe os outros pelo que te pertence. E aprenda: nada muda se você não muda o seu olhar.
(Fuente: lebru-ce, vía bau-de-recordacoes)
Tudo vai ser perdido; eu só espero que você não se perca de você mesmo.
Porque se você perder sua beleza, sua voz, seus talentos; mas se você não se perder de si mesmo, você não vai morrer na solidão.
Porque enquanto sobrar aquilo que você é, e você de fato tiver conquistado alguém a partir daquilo que você é, você sempre terá alguém do seu lado. Vai acabar a utilidade e vai sobrar o SEU significado.
Porque o que você significa é muito mais importante do que o que você faz. O que você faz não pode ser maior do que o que você significa. Porque chegará um momento da sua vida que você já não mais poderá fazer mais aquilo que você faz, e a vida cristã é isso. É um convite para que a gente amadureça, para que a gente possa ser mais do que a gente faz.
O amigo é o território humano onde Deus se manifesta e nos fala. E é interessante que a amizade ultrapassa essa possibilidade de estar junto. Às vezes a gente se sente amigo de pessoas que nunca estiveram conosco(…) porque tem pessoas capazes de dilatar o significado de amizade. Eu tenho amigos também que nunca vi na minha vida. A literatura de alguém que me fez bem, me faz colocar aquela pessoa na minha condição de amigo. Claro, com a capacidade de diferenciar; tenho aqueles amigos que participam da minha vida de maneira muito direta e concreta, visitam a minha casa e eu visito a casa deles, - esse é um tipo de amizade…- mas nós podemos dilatar o significado e identificar nesse parentesco espiritual toda a oportunidade humana que a gente têm de se reconhecer um pouco no outro (…) É tão interessante quando a gente tem a possibilidade de por exemplo de ler um livro que quebre os paradigmas e as nossas ignorâncias.. é meu amigo sim! Se aquele escritor que até já morreu/não existe mais, mas permanece vivo na sua obra e é capaz de diminuir a minha ignorância, ele exerce um papel de amizade na minha vida/história… é meu amigo. O termo filosofia, filos - quer dizer amizade; então eu tenho aqui uma experiência no próprio nome. A filosofia é a experiência de ser amigo do conhecimento… e todos aqueles que me trazem conhecimento de alguma forma, são meus amigos também.
Amigo é todo aquele que tem a oportunidade de nos fazer bem(…) o antigo é fundamental para quebrar os paradigmas e construir o novo(…) As estruturas que podem ser nossas amigas: a escola que a gente frequenta, o clube, os amigos que estão espalhados em tais estruturas que facilitam a nossa vida. Que nos ajudam a quebrar o que em nós precisa ser quebrado, a remendar o que em nós precisa ser remendado, a dar sentido aquilo que em nós está vazio. O amigo é aquele que nos retira do caos, que faz o nosso absurdo ter sentido!
Quantas vezes na vida nós precisamos fazer essa trajetória do absurdo ao que tem sentido ? O amigo me empresta palavras, me empresta o ombro, me empresta o olhar, me empresta a presença para que eu possa dar significado aos meus absurdos, àquilo que eu não sei compreender sozinho.
Estou falando disso tudo minha gente, porque cada vez mais nos dias de hoje a gente tem sentido necessidade de laços e vínculos… não permita que essa superficialidade, que é tão própria dos dias de hoje, tome conta de você. A gente pra dar certo na vida nós temos que ter raízes. E raízes são pessoas… muito mais que um lugar onde eu nasci; as raízes que eu digo ter, são amigos que ainda me conhecem, são amigos que ainda me frequentam; são aqueles que visitam minha alma com suas influências positivas. Ter raízes para mim é isso: eu continuar dando acesso às pessoas que me viram crescer, para que suas palavras continuem tendo efeito dentro meu coração.
São pessoas que ainda com seu olhar são capazes de me ajudar a compreender o próprio significado da vida. E nós não podemos permitir que essa superficialidade que é tão própria dos dias de hoje venha a ser a nossa regra. E nisso nós precisamos ser antigos, nós precisamos voltar a cultivar essa amizade que nos coloca nessa perspectiva do crescimento. É a autoridade afetiva… de você ter pessoas que têm o acesso ao seu coração, que sejam capazes de identificar em você o que precisa.. quais são as fragilidades e limites; e reconhecendo isso, a partir de uma postura amorosa, ser capaz de lhe ajudar nesse processo e o mesmo você fazer pelos outros. A vida é assim, uma experiência de generosidade.
Eu quero ser amigo para aqueles que me dão essa confiança(…) Cultivar essa oportunidade de quem sabe entrar no seu coração, te dizer alguma coisa que te faça sentido, que torne a vida um pouco mais razoável - o que é tornar razoável - é dar razão; é sair do absurdo e encontrar sentido..
A gente fazer a experiência de um bom amigo nos muda pra vida inteira, pode ter certeza disso. No dia em que a gente é capaz de receber na casa do nosso coração um amigo que valeu a pena, a gente nunca mais será o mesmo. A gente nunca mais volta a ser do mesmo jeito que antes. Porque nada pode ser mais transformador na vida de uma pessoa do que a experiência de ser amado. E o ser humano cada vez que ele exercita nesse específico da nossa condição que é a gente atribuir sentido, isso é filosofia, é vida. Amar é a atitude de atribuir sentido, de dar sentido. O que é dar sentido? É dar direção, coerência. E o amigo tem o poder de fazer isso com a gente, ele dá sentido.
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença, e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se tem amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou a afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles, “vamos nos ligar?”, num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo final de semana ou me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso os encontre, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia. Significativos em cada etapa de formação. Não estão na nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinado, de forma perceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. É serenidade.
Carpinejar
Tem que haver alguma razão. Tem que ter algum sentido. Não é possível a gente ter um corpo que sente, um coração que bate, um nariz que respira, um cérebro que pensa, uma alma que sonha, e no fim, não ser nada. Sinceramente, não sei o que é pior: ser um nada e estar livre de tudo, ou ser alguma coisa e estar presa a outra a qual nem se sabe o que é.
(Fuente: sabedorias, vía sincronizar)
A gente faz amor. Que às vezes parece sexo. Que de vez em quando parece loucura.
(Fuente: decifro, vía solitude-s)
No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. No terceiro, em beber até cair. No quarto, pensei em escrever uma carta para Marcela. No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu.
(Fuente: machadices, vía solitude-s)
Repara bem no que não digo.
(Fuente: a-nseios, vía tempodasflores)
Ah, não; amigo para mim, é diferente! Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é!
(Fuente: calabarr, vía cirandices)


